Qual é a importância de conhecermos a nós mesmos?
- Luli Gutierrez Hachard
- Oct 26, 2023
- 1 min read
A nossa mente possui um automatismo que tende a gerar explicações sobre nós mesmos e o mundo ao nosso redor o tempo todo, mas estas crenças nem sempre são fidedignas e este processo frequentemente leva ao autoengano, incluindo o que a psicanálise chama de racionalização.
Neste sentido, é importante diferenciar a autoconsciência (ou consciência de 1ª ordem) – que seria a consciência que nós serem humanos temos de sermos conscientes – do autoconhecimento (ou consciência de 2ª ordem), que seria a capacidade de refletir sobre os próprios processos mentais (pensamentos, sentimentos, tomada de decisões, etc) com um olhar externo.
Esta consciência de 2ª ordem depende de uma boa capacidade de autorreflexão e mentalização (vide post anterior sobre o tema), além de um bom repertório cultural. E a estabilidade da nossa autoimagem, o nosso controle/ resiliência emocional, uma vida social saudável, nossa capacidade de perseverança e autodirecionamento, com metas de vida claras e coerentes com as nossas escolhas dependem de um bom autoconhecimento.
Como podemos então desenvolver a nossa capacidade de autoconhecimento?
A resposta provavelmente mais intuitiva seria através de psicoterapia e meditação.
A psicoterapia, quando administrada de forma adequada e por um profissional habilitado, pode de fato ser um recurso muito valioso no desenvolvimento a nossa capacidade de mentalização e autoconhecimento.
Já as práticas envolvendo meditação podem tanto ajudar como mesmo atrapalhar dependendo do estado emocional e capacidade de mentalização da pessoa.
Além disso, conquistas pessoais (e o caminho percorrido pela pessoa para atingi-las) e vivencias culturais são fundamentais para um bom autoconhecimento.



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